Poetificar o cotidiano Sinto-me no silêncio de palavras não ditas Caladas no espesso espaço denso Adormecidas, entremeios contidas Benditas palavras que somam luzes n’alma Mas permanecem inaudíveis Atravessando níveis sem encontrar formas Para expressar o sentido da real ideia São como lírios entreabertos esperando um toque Pensamentos soltos em busca de enfoque Papel em branco e pena suspensa Somo questões Em que tempo estamos? O futuro se faz passado sem presente? O tempo nos acorrenta? Qual a liberdade que conquistamos? Tudo precisa ser uma luta incessante? Perdemos o trem da história? E agora calados em uníssono ensurdecemos? Perco as respostas Tempo nenhum nos contém Apenas o passado nos retém Estamos algemados a uma época que não deu o seu salto quântico Ser livre perdeu o sentido, pois somos partes que se repartem e se repetem e se replicam, se reorganizam em marcha ré Vivemos armados, cheios de escudos recrudescidos Os portais foram abertos e estávamos olhando para o lado oposto Com tanta repetição esvaziaram-se as acepções 5.4.2009 Nazareth Bizutti | Antes Arte do que Tarde Sobre a face superfície o esboço rápido da silhueta que transluze… Meio registro efêmero de um tempo que transgride a virtude meio lapso colapso que faz da memória mídia história em cada passo entre aço estilhaço no brusco corte afiado que lança no espaço a sombra de cada imagem miragem e perda de integridade Sobre a face superfície apenas o traço o mito semântico recolhido em cada parte o nó no fio que tece o verbo tecido texturizado Nazareth Bizutti |
“Slogan” Fragmento Frágil mente Intercalado Fecha a passagem Fragma Dia’fragma Flamejante Inter – colado Devassa a mente Diáfana E de repente Um oco … Um caco Um naco Um arco Flecha fumegante O ventre E verte o sentido Repetido e de’mente Nazareth Bizutti | Fragmentos I Telhados neles antenas nelas fios neles acesas as telas tomadas de imagens e nos telhados os gatos II Há certos dias que sinto uma vontade de não ter vontade de nada de apagar a paisagem borrada da tinta do olhar e vagar recolher as últimas palavras e deixá-las até envelhecer de uma só vez suportar os ruídos vindos do fundo da alma e amanhecer III Inventei uma borboleta enquanto punha asas esvoacei e me fiz flor para desbotar em aquarela diluída na paisagem de uma janela entreaberta Nazareth Bizutti |
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