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O Movimento Arara’Kanga
Manifesta-se libertário...
Transpõe os atuais limites da informação, da
comunicação, do conhecimento, da arte, da poesia, da ciência, das
lógicas e suas logias e de todos os limites inventados para
fragmentar o saber e dominar as mentes;
Transcende espaço-tempo...
Recria um universo de idéias livre do padrão
conceitual estabelecido e das alfabetizações funcionais, em nome de
uma nova ordem, que tece palavras, olhares e pensares, cores e
símbolos, sínteses e essências nas quais o sagrado revela-se
infundindo uma trans-consciência em todas as redes e possibilidades;
Liberta-se das formas deformadas pelos conceitos e
preconceitos assimilados sem reflexão...
Tange a’corda pela re’volução do voltar à ação
repleta do ser na cor’agem do coração inteligente, para educativar
sem tornar cativo, mas liberto o ser no ativo conhecer;
Abomina correntes de pensamento da moda, medidas e
modelos, metodologias e práticas que não refletem idéias e diálogos,
concepções e criações, a partir da meditação, intuição e
contemplação do mundo, construídas pela interação da consciência de
cada indivíduo;
Denuncia o exercício de autoridade “autoria das
idéias” que transgride o respeito à diversidade cultural e impõe
éticas e estéticas do “cidadão consumidor”, automatizado construído
para servir ao sistema;
Despreza os postulados e idéias aleatórias, alienadas
e impostas pelo ranço acadêmico que vigora e fortifica um unipensar
incoerente, que desrespeita a complexidade natural do ser humano e
obstrui o sentido de liberdade e compreensão, solidariedade e amor,
constituindo-se excludente;
Repudia o estabelecimento de instrumentos e
instituições responsáveis pela manutenção do sistema de’formação
humana, que funcionam como um labirinto onde o minotauro opressor
aprimora o desgosto e a fuga dos estudantes cansados de ouvir as
mesmas mesmices de sempre, como verdades estabelecidas, consumidas e
consumadas, corroídas e calcinadas;
Questiona falsos “pensadores”, amebas proliferadoras
da miséria cultural, miséria do saber e conseqüente falta de
progresso e evolução para todos e que se arvoram em “professores
megeras”, canibais magihistéricos devoradores de cérebros e
meros figurantes de um cenário decadente norteado pela
incompetência;
Observa e questiona a “burrítzia acadêmica”
dos doutores especialistas que se aproveitam de recursos públicos
para atribuir status de tese a meros amontoados de citações
livrescas repetidas inúmeras vezes;
Defende a desobstrução do saber para que não apodreça
em prateleiras de bibliotecas, comidas por traças, ou na palavra
calada e proibida que morre na boca dos poetas, enquanto surgem
gerações incultas e envoltas pela ilusão do consumo desenfreado, da
competição embrutecedora e emburrecedora e de uma mídia mal
intencionada;
Desqualifica qualquer tendência ao globalismo
imbecilizante e firma-se na concepção de que o ser humano em sua
dimensão universal tem na paisagem materna a fonte de suas
inspirações e criações mais originais, puras e universais;
Critica a opressão intencional de uma cultura
economicista que bajula e aplaude a internacionalidade dominadora de
quem
USA
e sempre ab’USA;
Propõe retomar a cultura brasileira, como cultura
mestiça e com raízes no seio de suas mães índias, negras, européias,
orientais e quantas mães forem possíveis na terra do “Matriarcado
de Pindorama”, para dar validade às idéias, ao pensamento, à
poesia, à arte gestados e nascidos do (no) útero (âmbito) do seu
território.
O saber reluz edificado enquanto compartilhado por
todos.
Contra as certezas cartesianas obscurantistas que
descartam possibilidades e negam a coerência do conhecimento amplo e
em permanente transformação.
Contra a razão petrificada que se atira por
catapultas para exterminar a criatividade e o livre - pensar.
Pela liberdade do pensamento e da Arte na expressão
absoluta da verdade entre o arco-íris do imaginário e a mais
concreta realidade.
Pela Ética que propõe desde a compreensão e o
respeito por todas as criaturas, até o zelo e a defesa de suas
vidas.
Pela Conspiração Poética de uma Revolução
Naturo-Ético-Cultural a favor de tudo aquilo que realiza felicidade.
São signatários do Movimento Arara’Kanga pensadores,
artistas, poetas, filósofos, cientistas, pesquisadores,
dinamizadores cognitivos, estudantes, autodidatas, todos os Diógenes
abandonados em todos os tempos e pessoas que se identificam com
estas idéias.
2004/2007
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